Guia de acessibilidade
Imobiliária Ibagy

Se você é proprietário de imóvel, já deve ter percebido como o perfil dos inquilinos está mudando. O Brasil está envelhecendo, e com isso cresce a procura por moradias mais seguras, práticas e acessíveis. Na Grande Florianópolis, região cada vez mais escolhida por aposentados e famílias que convivem com idosos, essa demanda é ainda mais evidente.

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E aqui está o ponto-chave: um imóvel adaptado atrai mais interessados, reduz o tempo de vacância e pode até alcançar contratos mais duradouros. Afinal, quem encontra um lar que oferece conforto e autonomia tende a permanecer por mais tempo.

Por isso, pensar em acessibilidade vai além de cumprir normas ou atender necessidades específicas: é também uma estratégia inteligente para valorizar seu patrimônio e ampliar o alcance do seu imóvel no mercado de locação. A Ibagy, que já aplica soluções de mobilidade nas próprias unidades, pode ajudar você a identificar melhorias de alto impacto e tornar seu imóvel mais competitivo.

Guia de acessibilidade para terceira idade

Normas e direitos que todo proprietário deve conhecer

Duas referências são essenciais:

  • ABNT NBR 9050: norma técnica que orienta dimensões, inclinações, circulações, comandos e soluções de acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Mesmo quando a obra é simples, tomar a NBR 9050 como guia evita erros caros (e retrabalho).

  • Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/03): estabelece direitos à segurança, dignidade e acessibilidade. Em condomínios, a regra geral é que obras nas áreas comuns que promovam acessibilidade interessem a todos e, muitas vezes, podem ser deliberadas em assembleia. Já intervenções dentro da unidade são responsabilidade do proprietário, desde que não afetem a estrutura e respeitem o regulamento interno.

Antes de qualquer intervenção, converse com a administração do condomínio e, quando for o caso, solicite aprovação em assembleia. Para adaptações maiores, contrate um profissional habilitado que emita Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). Assim, você preserva a segurança jurídica e patrimonial.

Acessibilidade estrutural

Acessibilidade estrutural que faz diferença

Portas, corredores e passagens

Para que cadeiras de rodas e andadores sejam manobrados sem aperto, portas com vão livre a partir de 80 cm e corredores de pelo menos 1,20 m são um excelente guia. Onde não houver como ampliar vãos, maçanetas do tipo alavanca (em vez de redondas) já ajudam muito. Evite desníveis; quando inevitáveis, crie rebaixos suaves e elimine soleiras altas.

Rampas, corrimãos e elevadores

Rampas devem ter inclinação suave e patamares de descanso conforme a NBR 9050, enquanto corrimãos em ambos os lados de rampas e escadas (com boa pega e sinalização de início e fim do degrau) aumentam a segurança. Em edifícios sem elevador, plataformas elevatórias podem ser solução viável para vencer poucos pavimentos ou desníveis importantes na entrada.

Comandos e ferragens

Interruptores, campainhas, interfones e tomadas devem estar em alturas confortáveis para uso sentado ou em pé, evitando agachamentos ou elevações excessivas. Olho mágico em duas alturas, fechaduras digitais e portas com dobradiças de abertura total (que liberam mais vão) agregam funcionalidade e modernidade.

Pisos

O uso de pisos antiderrapantes (secos e molhados) é prioridade em trajetos, banheiros e cozinhas. Evite tapetes soltos; se indispensáveis, use fitas ou mantas antiderrapantes. O nivelamento entre cômodos também reduz tropeços e facilita o uso de bengalas e andadores.

Iluminação

A iluminação deve ser uniforme e difusa, sem ofuscamento. Adicione pontos de luz complementares em corredores, hall e cabeceiras. Sensores de presença em áreas de passagem ajudam durante a noite. O contraste visual (por exemplo, entre o piso e o rodapé, ou degraus e bordas) melhora a percepção espacial de quem tem baixa visão.

Layout

Na disposição dos móveis, priorize fluxos contínuos: corredores livres, quinas protegidas, circulação ampla em torno de camas e mesas. Pense em pegadas claras: onde a pessoa entra, onde se senta, onde alcança objetos do dia a dia, tudo deve estar acessível e seguro.

Cômodos-chave adaptados

Cômodos-chave adaptados (e como apresentá-los no anúncio)

Banheiro

  • Barras de apoio bem posicionadas (vaso e box), piso antiderrapante, assento sanitário elevado e válvulas fáceis de acionar.

  • Box sem degrau (ou com rebaixo suave), porta que abre para fora ou cortina para liberar o espaço em caso de queda.

  • Ponto de emergência (campainha ou cordel) é um diferencial.

Ao anunciar, mostre fotos claras dessas soluções e explique os benefícios: “banho seguro, com barras e piso antiderrapante”, “box sem obstáculo”. Isso gera confiança imediata.

Quarto

  • Cama em altura confortável para sentar e levantar (evite muito baixa ou alta demais).

  • Iluminação de cabeceira acessível, com interruptor próximo à cama ou controle remoto.

  • Móveis com cantos arredondados, tapetes fixados, circulação lateral em ambos os lados da cama para facilitar o cuidado de terceiros, se necessário.

Cozinha e área de serviço

  • Bancadas sem desnível, armários a alturas acessíveis, prateleiras deslizantes e puxadores tipo alça (facilitam a pega).

  • Fogão de indução reduz risco de queimaduras, forno em coluna evita a necessidade de se abaixar.

  • Torneiras monocomando ou com sensores simplificam o uso.

  • Na área de serviço, priorize máquina frontal e espaço de manobra.

Áreas externas e circulação

Áreas externas e circulação

O caminho até a porta do imóvel é parte da experiência. Assim, calçadas e garagens devem ter superfícies regulares, sem buracos e com rampas em desníveis. Além disso, sinalização visível de vagas reservadas, piso tátil onde couber, iluminação adequada e corrimãos em rampas e escadas elevam o padrão do empreendimento. Se seu imóvel está dentro de um condomínio e possui academia, salão de festas ou piscina, pense em acessos com corrimão, degraus com contraste e espaços de giro.

Serviços e infraestrutura condominial que valorizam o aluguel

Condomínios que adotam design universal (acessível a todos desde o projeto) têm vantagem competitiva. Treinar a equipe para primeiros socorros, ter planos de evacuação acessíveis, elevadores com botões em relevo/braille e indicação sonora, além de vagas reservadas devidamente sinalizadas são pontos que agregam valor e confiança para famílias que convivem com pessoas idosas.

Para o proprietário, vale dialogar com a administração e propor melhorias graduais. Muitas intervenções em áreas comuns podem ser planejadas no orçamento anual e elevam a atratividade de todo o prédio.

Como solicitar adaptações no condomínio (sem dor de cabeça)

  1. Mapeie as necessidades: liste obstáculos nas áreas comuns (escadas, desníveis, iluminação, sinalização).

  2. Converse com a sindicância: entenda o regramento interno e os passos para levar o tema à assembleia.

  3. Leve proposta técnica: para obras maiores, apresente memorial descritivo com referência à NBR 9050, orçamento e cronograma.

  4. Delibere e registre: aprove em assembleia, contrate uma empresa qualificada, emita ART/RRT e registre tudo em ata.

  5. Comunique bem: sinalize prazos e benefícios. Quando todos compreendem o ganho coletivo, a adesão aumenta.

Checklist de acessibilidade para proprietários

 

Checklist de acessibilidade para proprietários

  • Entrada e circulação: sem degraus ou com rebaixos; portas ≥ 80 cm; maçaneta tipo alavanca; olho mágico duplo.

  • Corredores: livres, com 1,20 m quando possível; boa iluminação e contraste.

  • Banheiro: barras, piso antiderrapante, box sem degrau/porta que abre para fora, assento elevado, banco de banho.

  • Quarto: circulação lateral na cama, iluminação acessível, cantos arredondados, tomada próxima.

  • Cozinha/serviço: bancadas contínuas, armários acessíveis, fogão/forno seguros, torneiras de abertura fácil.

  • Condomínio: acesso nivelado, corrimãos, sinalização visível, vaga reservada, elevadores acessíveis.

  • Documentação: regulamento do condomínio, autorizações, ART/RRT quando aplicável, fotos de antes e depois.

Acessibilidade é cuidado, estratégia e valor

Adaptar um imóvel para a terceira idade e para pessoas com mobilidade reduzida é um gesto de cuidado e também uma decisão inteligente de negócios. Seguir as diretrizes da ABNT NBR 9050, respeitar os direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa e implementar soluções simples de circulação, iluminação e segurança já colocam seu imóvel em outro patamar. O resultado é claro: mais conforto para o inquilino, menos riscos, maior atratividade e melhor rentabilidade para o proprietário.

Se você quer entender quais pequenas melhorias realmente fazem a diferença, a Ibagy pode ajudar. Nossos consultores analisam seu imóvel, sugerem intervenções de alto impacto e mostram como transformar acessibilidade em diferencial competitivo, acelerando a locação e agregando valor ao seu patrimônio.

Essa visão já faz parte da nossa rotina: nossas unidades de atendimento foram pensadas com acessibilidade e mobilidade em mente, porque acreditamos que acolher bem começa na porta. Ao levar esse mesmo olhar para seu imóvel, você não apenas aumenta suas chances de locação, mas também contribui para oferecer soluções de moradia seguras e acolhedoras para um público que cresce a cada ano.

Imobiliária Ibagy

Este artigo foi produzido pela Ibagy Imóveis. Gostou? Compartilhe suas sugestões e dicas, nossos consultores vão adorar conversar com você. Deixe seu comentário abaixo!