Alugar um imóvel requer um planejamento rigoroso para que você não seja surpreendido com cobranças ou despesas com as quais não contava. As dicas de controle financeiro devem orientar no sentido de que você saiba exatamente o que vai gastar.

Por isso, montar uma planilha e mapear todos os gastos relativos à moradia é fundamental para evitar surpresas desagradáveis em seu orçamento.

Para ajudá-lo nesta tarefa, preparamos 6 dicas de controle financeiro. Assim, na hora de alugar um imóvel, você estará organizado para lidar com as despesas da casa. Vamos conhecê-las?

1. Escolha um imóvel que caiba em seu orçamento

Este é o primeiro ponto importante. Antes de começar suas pesquisas, defina um valor que não coloque em risco o seu orçamento.

O valor dos gastos com aluguel, IPTU e condomínio não deve superar 30% da sua renda. Dessa forma, você não compromete seu orçamento e as outras despesas.

O aluguel é o maior dos gastos. Pesquise bem para não dar um passo maior do que o seu bolso permite.

2. Opte por locais que facilitem o dia a dia

Morar bem vai além de estar em uma casa confortável. Localização é determinante, atualmente, para ter qualidade de vida e economia.

Na hora de escolher o imóvel, veja se o local é bem servido de transporte público e vias de acesso. Cheque a distância do trabalho: você vai gastar muito tempo e combustível no deslocamento?

Outro ponto importante é avaliar se a oferta de comércio (supermercado, padaria, farmácia) da região atende aos seus interesses. Do contrário, você tem de levar em conta o deslocamento para outros bairros.

3. Cheque quais são as despesas iniciais

Na hora de negociar, veja o que você terá de gastar para pegar as chaves. Se você não tiver fiador, vai precisar contratar um seguro-fiança, o que significa uma despesa mensal.

Outra dica importante: o imóvel precisa de ajustes ou pequenos reparos para você entrar? Se sim, eles são reembolsáveis?

Faça uma vistoria própria e fotografe. Fica mais fácil para negociar valores e reembolsos caso o local precise de intervenção.

4. Planeje as despesas

Aqui, você tem de listar despesas fixas e variáveis.

Nas fixas, coloque na sua planilha a água (para quem optar por casa), energia, condomínio (para quem preferir apartamento) e gás. Se o imóvel tiver garagem, confirme se está incluída no aluguel.

Na despesa de condomínio, é comum ser cobrado um fundo de reserva destinado a obras de melhorias. Normalmente, esse valor é descontado do aluguel. Por isso, negocie esse reembolso.

Anualmente, você tem de colocar nas suas despesas o valor do IPTU. Lembre-se de que o pagamento único lhe dá descontos.

Alguns contratos de aluguel incluem um seguro contra incêndio, também anual. Veja se essa taxa será cobrada.

5. Negocie o reajuste anual

A Lei do Inquilinato prevê um reajuste anual, com base no IGP-M ou outro índice acordado. São informações que devem constar do seu contrato.

Na hora de renovar, o índice não pode ultrapassar o IGP-M, ou o aumento será considerado abusivo.

Veja se o índice está de acordo com a inflação e o custo de vida. Você pode propor um valor menor, dependendo da situação.

Lembre-se: esse é um reajuste. Um novo valor de aluguel só pode ser cobrado a cada três anos, a não ser que haja comum acordo entre as partes.

6. Atente às cobranças do condomínio

Para quem mora em edifício, a cobrança de obras é dividida entre inquilino e proprietário.

As obras de benfeitoria do prédio, como ampliação de áreas, são de responsabilidade do locador. Já obras de conservação e manutenção, como despesas com conserto de elevador, ficam a cargo do inquilino.

Preste atenção quando surgirem essas cobranças no seu boleto. Veja qual a forma de reembolso.

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