Uma das etapas mais importantes da locação de um imóvel é a definição da garantia locatícia. Trata-se da forma como o proprietário vai se proteger de eventual inadimplência do inquilino.

O fiador, que responde pela dívida se o locatário não pagar o aluguel, ainda é a garantia mais utilizada no Brasil, mas o seguro-fiança é uma solução que surgiu nos últimos anos e que vai ganhando espaço.

Qual delas é a melhor? Qual protege de forma mais efetiva os interesses de inquilinos e proprietários? Confira neste post quais as diferenças entre seguro-fiança e fiadores e tire as suas conclusões.

O fiador

Quando as partes optam pela garantia locatícia por meio do fiador, o locatário deve indicar uma terceira pessoa que atuará como garantidor do pagamento do aluguel se houver inadimplência.

Para ser aceito como fiador, é preciso atender a uma série de requisitos, que variam um pouco dependendo do contrato de locação. Contudo, geralmente é exigido que ele tenha pelo menos um imóvel em seu nome na mesma cidade onde se dará a locação e renda de três vezes o valor do aluguel.

Em alguns casos, é preciso que o locatário apresente mais de um fiador ou que este tenha mais de um imóvel em seu nome.

O seguro-fiança

Já o seguro-fiança não envolve a participação de terceiros. Nessa modalidade, o inquilino contrata um seguro que tem o proprietário como beneficiário. Se houver inadimplência, essa apólice será utilizada para regularizar os pagamentos.

A cobertura desse seguro pode variar de acordo com o que for acertado entre as partes. Pode ressarcir apenas o aluguel ou, também, as demais taxas, como condomínio, IPTU e até despesas com ação de despejo. Entretanto, quanto maior a cobertura, maior o custo do seguro, que pode chegar a duas vezes o valor do aluguel.

Vantagens do fiador

Sem custos extras

Quando se define o fiador como garantia locatícia, não é preciso desembolsar outros valores para fechar o contrato, como no caso do seguro-fiança. Não há mais custos.

Incentivo à adimplência

Ser fiador em um contrato de locação pressupõe confiança dele no inquilino. Em geral, quem aluga o imóvel sente-se impelido a cumprir com os pagamentos devidos para não transferir os compromissos ao seu fiador.

Melhor avaliação do inquilino

Um fiador com cadastro positivo pode melhorar a avaliação do inquilino junto à imobiliária e facilitar o aluguel.

Vantagens do seguro-fiança

Contratação rápida

A aprovação do seguro-fiança pode ocorrer em um ou dois dias, muito mais rápido do que no caso do fiador, quando é preciso realizar análise de crédito, apresentar documentos autenticados em cartório e comprovantes de renda.

Agilidade no ressarcimento

O proprietário do imóvel pode solicitar o ressarcimento pelo aluguel não pago a partir do segundo mês de atraso. E a indenização é garantida até o final do contrato, mesmo que o inquilino não regularize os pagamentos.

Já no caso do fiador, é preciso que o proprietário ingresse com uma ação judicial para ser ressarcido, o que demora bem mais.

Sem constrangimento ao inquilino

Nem todo mundo conta com amigos ou parentes em condições de atuar como fiadores. E as exigências para que eles sejam aprovados podem tornar essa solicitação um tanto constrangedora para o inquilino. Como não envolve terceiros, no seguro-fiança não há esse problema.

Estas são as principais diferenças entre seguro-fiança e fiadores. A definição de qual a melhor opção vai depender do perfil e das necessidades de cada inquilino.

Você achou este conteúdo interessante? Compartilhe com seus contatos nas suas redes sociais!